América Fora de Aerovia: Hawaiian Airlines

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Olá pessoal! Eu tenho uma página no Instagram, junto com 2 amigos, chamada AeroHoje (inclusive, sigam se quiserem, o link tá logo abaixo no fim do texto). E a primeira série que fiz por lá, foi a série “América Fora de Aerovia“, onde contei a história das empresas aéreas do mercado norte-americano além das já conhecidas American Airlines, Delta Airlines e United Airlines. Como a série foi um sucesso, estou trazendo ela aqui para o blog, mas não como um Ctrl+C Ctrl+V. Como o Instagram tem uma limitação de 2200 caracteres, acabei tendo que deixar muita coisa interessante de fora. Sendo assim, aqui será a versão estendida dos artigos do Instagram. Espero que vocês aproveitem as histórias! Vamos então começar com a Hawaiian Airlines, uma simpática empresa do estado do Havaí!

A empresa começou no ano de 1929, através da Inter-Island Airways. Como precisamos de lembrar, o Havaí é um arquipélago de várias ilhas, então a empresa foi fundada para fazer o transporte aéreo entre essas ilhas. Ela começou fazendo então voos turísticos em 6 de Outubro daquele ano, e 1 mês depois, os serviços programados, sempre utilizando hidroaviões. Em 1941, ela ganhou o nome atual, de Hawaiian Airlines e passou a operar com aviões terrestres, recebendo o lendário Douglas DC-3 em 1941.

Em 1952, veio o primeiro avião pressurizado, o Convair 340, junto do 440 e em 1966, entrou na era do jato com o Douglas DC-9. Em 1985, expandiu se para além das ilhas, operando fretamentos por todo o Pacífico, utilizando alguns Douglas DC-8. No mesmo ano, os Estados Unidos proibiu que Douglas DC-8 e Boeings 707 operassem sem os hush kits, que serviam para reduzir o alto nível de ruído nos aeroportos, mas a Hawaiian conseguiu uma isenção para operar no pacífico. Depois, ela já recebeu outras aeronaves, como o Lockheed L1011 Tristar. Assim, ela começava a operação regular para os EUA Continentais, operando rota para Los Angeles. Pela primeira vez, ela passava a concorrer com as grandes já estabelecidas. Como deu certo, ela alugou mais Tristar para operar para outras cidades da costa oeste americana, como São Francisco, Seattle, Las Vegas e até mesmo Anchorage, no Alaska.

Além dos Estados Unidos, a Hawaiian passou a voar para a Austrália e para a Nova Zelandia, com escala em Pago Pago, na Samoa Americana. Além disso, expandiu também nos fretamentos, o que fez com que esses serviços tivessem maior porcentagem nos resultados. No entanto, isso também trouxe muitos prejuizos e forçou a empresa a entrar com pedido de proteção contra falências, no Capítulo 11, em Setembro de 1993.

A partir daí, ela passou por uma grande reestruturação. Reorganizou as dívidas, negociou com os funcionários, reduziu sua capacidade e retirou alguns modelos de sua frota. Deixaram a frota os DC-8, os Tristar e os de Havilland Canadá DHC-7, que operavam nos serviços inter-ilhas. Os DC-8 e Tristar foram substituidos pelos McDonnell-Douglas DC-10, arrendados da American Airlines. E o acordo com a American não parou por aí: ela acompanharia e daria suporte na manutenção dos DC-10, incluiu a Hawaiian no sistema SABRE de reservas e no AAdvantage, programa de fidelidade da empresa. Anos depois, já tendo saido da recuperação judicial, trocou os DC-10 pelo Boeing 767. Também trocou os DC-9 e MD-80 da frota pelos Boeing 717. Além disso, veio uma atualização na identidade visual.

Em 2003, ainda na esteira dos atentados de 11 de Setembro de 2001, entrou novamente em recuperação judicial. Passou 2 anos em recuperação e nisso, recebeu investimentos da RC Aviation, que comprou boa parte do controle da Hawaiian, mas saiu viva e pronta para expandir. Entre 2005 e 2006, passou a atender mais cidades na Califórnia, ao receber mais 767s.

Em 2008, passou a atender a Ásia, voando para Manila, nas Filipinas. Em 2010, obteve autorização para voar para Tóquio, no Japão. Além disso, assinou um acordo de codeshare com a All Nippon Airways (ANA) e no ano seguinte, passou a voar para Seul, na Coréia do Sul e Osaka, no Japão. Mais ou menos nossa época, em 2010, fez a transição do Boeing 767 para o Airbus A330-200, encomendados 3 anos antes, em 2007.

Em 2012, a expansão foi para a Costa Leste americana, indo para o aeroporto JFK, em Nova York. Além disso, 1 ano depois passou a voar para Taiwan. Ainda em 2013, a empresa passou a utilizar o ATR 42-500 nos serviços inter-ilhas, marcando a volta do turbohélice nesses serviços, através da marca Ohana by Hawaiian. E em 2014, passou a voar de outras ilhas além de Honolulu direto para o continente, indo para Los Angeles e São Francisco.

Hoje, a simpática empresa do Havaí opera uma frota de 18 Airbus A321neo, 24 Airbus A330-200 e 19 Boeing 717-200, totalizando uma frota de 61 aeronaves. Além disso, tem uma encomenda de 10 Boeing 787-9 e opções para mais 10. Ela também detém o maior voo doméstico do país, entre Boston e Honolulu, operado pelo Airbus A330-200.

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22 anos, Belo Horizonte/MG. Apaixonado por aviação e viagens no geral, principalmente viagens aéreas. "A experiência faz pela alma o que a educação faz pela mente".