Low-cost e Low-fare: qual a diferença?

Low-cost e Low-fare: qual a diferença?
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O conceito low-cost não é exatamente uma coisa nova. Ele surgiu lá nos anos 70, pelas mãos da norte-americana Southwest Airlines, e desde que se provou um modelo lucrativo de operação, sofreu diversas modificações ao gosto de quem os adotou e é sobre elas que falaremos hoje.

Já começo dizendo que toda empresa low-fare, é uma empresa low-cost. Porém, nem toda empresa low-cost, necessariamente é low-fare. Isso por que, muita gente aqui no Brasil olha para nossas empresas e dizem: “nossa, aquela ali começou sendo low-cost, cobrando baratinho, agora é igual as outras, cobram caro” “aquela lá começou cobrando 70 reais oferecendo isso, isso aquilo, agora é caríssima”. No entanto, para além das variações de preços pagantes que vemos, existe toda uma filosofia por trás que funciona nos bastidores.

Diferente das empresas comuns, conhecidas como “Legacy Carriers”, a operação de uma low-cost é totalmente focada em reduzir ao máximo os custos internos. As partes que vemos são a venda massiva de passagens pela internet, alta utilização das aeronaves, com turn-arounds (tempo de preparação da aeronave entre os voos), incentivo massivo a realização do check-in online ao invés de realiza-lo no aeroporto, venda de adicionais a passagem (como bagagens, assentos, lanches), padronização de frota em um ou dois modelos de aeronaves, operação com apenas 1 classe de serviço, a econômica, entre outras coisas que, numa empresa Legacy são incluídos na passagem, nas low-cost são separadas.

Low-cost e Low-fare: qual a diferença?

A partir dessas economias, as empresas decidem se vão ou não implementar outros itens de conforto, como espaçamento melhor das poltronas, telas a bordo e outros itens. Algumas empresas, como a Azul Linhas Aéreas, do Brasil, JetBlue Airways e a própria Southwest, dos Estados Unidos, optaram por incluir em suas aeronaves itens de conforto como telas de entretenimento e mais espaço. Além dos itens de conforto, as empresas também podem repassar ou não o valor das economias para os passageiros, e aí passaremos a falar das low-fare.

As empresas low-fare se diferenciam por oferecerem preços extremamente baixos de forma constante, além de claro, radicalizarem ainda mais nas economias. Os aviões das low-fare costumam ser os mais densificados possíveis. Se num Airbus A320-200 de uma empresa Legacy, a configuração escolhida varia entre 150 e 175 passageiros, uma empresa low-fare costuma usar a quantidade máxima de assentos para qual o modelo foi homologado, de 186 passageiros. Os assentos não reclinam, portanto você irá em uma posição só durante todo o seu voo. Além disso, dependendo da empresa você sequer irá pegar em um cartão de segurança: ele estará lá colado na poltrona da frente.

Comida a bordo gratuita? Esquece! Você terá que pagar se quiser comer, ou levar de casa. Além disso, algumas te deixam embarcar apenas com uma mochila, até pela mala de mão, você terá que pagar. Óbvio que, neste último caso, não se aplica ao Brasil, pois na nossa legislação, o passageiro tem direito a levar um item pessoal (que pode ser uma bolsa, uma mochila ou uma sacola) e uma bagagem de mão, de tamanho P e que pese até 10 quilos.

Mas qual o resultado de todas essas cobranças? Passagens mais baixas! Companhias como a Ryanair, de longe a mais famosa low-cost low-fare, a easyJet e a WizzAir, todas da Europa, a Spirit Airlines, dos Estados Unidos e a JetSmart, que opera no Chile, na Argentina (e que possui intenções de operar no Peru e aqui, no Brasil), cobram passagens muito baratas, em algumas ações, passagens extremamente baixas. E elas ganham vendendo justamente adicionais.

Se vale a pena ou não voar por uma empresa low-cost ao invés de uma legacy, a decisão é sua. As vezes você vai levar mala, então pode ser mais vantajoso pagar um preço final maior em uma legacy, mas poder levar sua mala, do que pagar os adicionais de uma low-fare. Ou, você vai com pouca coisa, então não vai compensar pagar por todos os serviços, então fica melhor ir por uma low-fare. Mas, independente da sua escolha ao comprar um bilhete, o fato é que a chegada das low-costs e das low-fares revolucionou o mercado e todas as empresas hoje possuem itens que vieram delas.

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22 anos, Belo Horizonte/MG. Apaixonado por aviação e viagens no geral, principalmente viagens aéreas. "A experiência faz pela alma o que a educação faz pela mente".